O Parque Nacional Marinho dos Abrolhos está localizado no litoral sul do estado da Bahia, ele fica a aproximadamente 70 quilômetros do município de Caravelas. Este parque foi criado pelo Decreto n.º 8.218 de 06/04/1983. Este foi o primeiro parque do Brasil a receber o título de Parque Nacional Marinho.
Descoberto em 1503 pelo italiano Américo Vespúcio, a região chamou a atenção por causa de seus corais. Uma observação dos navegadores da época era: “quando te aproximares de terra, abre os olhos”.
O parque possui 91.300 hectares de extensão, sendo que o arquipélago é formado por cinco pequenas ilhas: Santa Bárbara, Sueste, Redonda, Guarita e Siriba. Estas ilhas foram formadas por causa de atividades vulcânicas há mais ou menos 50 milhões de anos.
A ilha de Santa Bárbara é a maior do arquipélago, mas não está sob jurisdição do parque e sim da Marinha do Brasil. Esta ilha está praticamente no centro do parque, mas não faz parte dele.
A ilha de Santa Bárbara é a única povoada no arquipélago, tendo algumas construções como o farol, casas para os militares e pesquisadores e até uma pequena escola.
A ilha Sueste tem aproximadamente 500 metros de extensão e abriga a maior colônia do atobá-marrom. Por ser uma área intangível, o desembarque é proibido.
A ilha redonda tem aproximadamente 400 metros de diâmetro. Esta ilha é local de reprodução das fragatas. Em suas praias acontecem a desovas de tartaruga. Ela tem em seus arredores muitos corais de franja, o que dificulta a chegada de botes na ilha.
No Reveillon de 1997, um sinalizador disparado por um passageiro de um barco caiu nesta ilha e destruiu parte dela, causando um incêndio em sua parte superior. A ilha já esta recuperada deste desastre, mas isto afetou as aves que se abrigam na ilha, centenas morreram na época.
A ilha Guarita é a menor do arquipélago, ela tem 100 metros de extensão e é proibida a visitação.
A ilha Siriba possui aproximadamente 300m de extensão por 100m de largura e é permitido o desembarque de turistas para visitação. Estas visitas são monitoradas e só é permitida a visita aos arredores da ilha, em sua parte central é proibida.
A região é cercada por incríveis formações de corais, formações estas que foram motivos para naufrágios de várias embarcações, e que hoje são atrações para mergulhadores.
Uma das principais atrações acontece entre os meses de julho e novembro, quando as baleias jubartes aparecem para procriar na região. É possível fazer passeios para ver esses mamíferos.
De Dezembro a Março a atividade de mergulho torna-se ainda mais interessante na região, devido a claridade da água que permite uma visão entre 20 e 30 metros de profundidade.
O mar da região conta com centenas de espécies de peixes tropicais, moluscos, crustáceos e formações de corais exuberantes.
Os passeios só podem ser realizados por embarcações credenciadas pelo Ibama e levam de 2 horas e meia até quatro horas de viagem para chegarem até o parque. Normalmente quando se contrata um barco para fazer o passeio, o lanche está incluído.
Não é permitida a permanência na ilha, uma opção para quem quer pernoitar e ficar nas escunas caso haja a possibilidade. Para mergulho, as próprias embarcações disponibilizam equipamentos como Snorkel.