Não se sabe exatamente quando nasceu a esta grande festa do folclore brasileiro. Alguns historiadores associam seu nascimento à expansão, no Nordeste, do chamado Ciclo do Gado.
O bumba-boi ou simplesmente boi, como é denominado no Maranhão, é uma espécie de ópera popular que mistura teatro, dança, música e circo. Dançando e cantando, conta-se a história da morte e da ressurreição de um boi.
Existem vários enredos para se falar da história do boi, mas a mais conhecida é sem dúvida a que é utilizada na festa em Maranhão.
O enredo conta a história de escravo chamado Pai Francisco que para satisfazer o desejo de sua mulher(Caitrina) que estava grávida e queria comer língua de boi, este escravo matou um gado de estimação de seu senhor.
Quando descobre o sumiço do animal, o senhor fica furioso e, após investigar entre seus escravos e índios, descobre o autor do crime e obriga Pai Francisco a trazer o boi de volta.
Pajés e curandeiros são convocados para salvar o escravo e, quando o boi ressuscita urrando, todos participam de uma enorme festa para comemorar o milagre.
Os brincantes do bumba-meu-boi para caracterizar seus personagens, usam vestimentas de veludo ou tecidos brilhantes, fantasias de buriti, vistosos chapéus de diversos tipos, máscaras e adereços muito bem elaborados e coloridos, com fitas, penas, muitos bordados com lantejoulas, paetês, miçangas e vidrilhos.
Apesar de sua riqueza cultural, o Bumba-meu-boi do Maranhão chegou a ser proibido entre 1861 e 1868. Ele foi alvo de perseguições da polícia e das elites por ser uma festa mantida pela população negra da cidade.
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